sábado, 15 de abril de 2017

O subestimado poder da música e a decadência contemporânea


Não é segredo para ninguém que a música em nosso país é subestimada e tratada como um mero meio de entretenimento, ou melhor, um acessório ao entretenimento. Essa milenar arte é pouco ou simplesmente não valorizada, marginalizada e a única exceção é quando a mesma é instrumento de manipulação e venda para as massas.
Quantos de nós já pensou em interligar a decadência da atual sociedade mundial e nacional ao que acontece com o mercado fonográfico? Pois então, façamos isso juntos nesse rápido texto e percebamos que não se trata de uma banalidade ou casualidade, existe sim uma ligação direta entre esses fatores, aparentemente desconexos.



Qual a influência da música em nossas mentes?

Existe hoje uma enorme gama de estudos pelo mundo todo que apontam para a influência da música em nossas vidas, especialmente apontando os benefícios à saúde e ao desenvolvimento mental para aqueles que aprendem e praticam algum instrumento.
A influência da música vai desde o estímulo na comunicação entre nossos hemisférios cerebrais (lógico e criativo/direito e esquerdo), até o aumento das capacidades lógicas, de aprendizado e raciocínio. Isso sem falar em sua indicação para controle emocional, melhora do sono e até mesmo controle de dores crônicas e melhora na cicatrização do corpo.
Em uma rápida pesquisa sobre o assunto, descobrimos que os benefícios que a música pode trazer a nossa mente e nosso corpo são inúmeros e bastante significativos.


Mas o que esses estudos "esquecem" de nos contar?

Uma vez que é comprovada a influência da música e dos sons em nossas mentes e corpos, assim como qualquer outro meio, essa influência pode tanto ser benéfica quanto prejudicial e é nesse "pequeno detalhe" que mora toda a questão que tratamos aqui nessa postagem e também, o ponto que convenientemente parecem terem "esquecido" de nos contar.

Acontece que, da mesma forma que determinadas frequências e ritmos podem trazer benefícios e desenvolvimento a nossa saúde, outras podem agir exatamente no sentido oposto. 
Alguma vez já nos perguntamos o motivo pelo qual, por padrão, templos religiosos tem seus tetos altíssimos e abobadados? Sim, existe um motivo e não é apenas o intuito de nos fazer sentir pequenos frente à divindade que se cultua. O formato abobadado do teto e as dimensões proporcionais desses templos são fruto de estudos de engenharia sonora e tem como objetivo modular a reverberação e frequência sonora usada nas músicas e tom de discurso de sacerdotes para intimidar, ao passo que nosso córtex pré frontal é amortecido, favorecendo a aceitação do que se ouve durante essa "dança sonora".

Especialistas no assunto, no decorrer dos anos, aprenderam a empregar determinadas frequências e sons em torturas e interrogatórios, deixando suscetíveis à pressão seus prisioneiros. Cientistas da Alemanha Nazista, durante a segunda guerra, empregaram um infinidade de experimentos nesse sentido, com notáveis êxitos.
O campo da engenharia sonora se desenvolveu absurdamente nas últimas décadas e se ramificou em diversos campos, com destaque nada divulgado para a neurolinguística, ciência essa dedicada ao estudo da indução psicológica através da linguagem e sons. Uma rápida pesquisa na internet é o bastante para que se aprenda a induzir facilmente uma pessoa a escolher o que você preferir em uma listagem apresentada a ela com o uso da técnica correta, imagine um especialista no assunto.

Antes que alguém acredite que o potencial da música em nossa vida seja um exagero de minha parte, segue o link de um excelente artigo sobre o assunto (aqui). No entanto, aconselho firmemente que façam mais pesquisas sobre o assunto.

Onde entra a decadência social de nossos dias?

É realmente difícil de imaginar o que o conhecimento de tamanho potencial encontrado na música e nos sons poderia causar em mãos inescrupulosas e de governos? É realmente possível crer que a indústria fonográfica e os governos de qualquer país ignoraria tal potencial e não tentaria usa-lo em seu favor?

Quando se fala na quase inexistente qualidade musical nos dias atuais, pode até soar como "ranhetice" de gente que vive no passado, mas existem algumas questões que devem ser levantadas:
1. Porque as músicas atuais parecem todas iguais, cópias umas das outras?
2. Por qual motivo músicas experimentais praticamente não existem mais e as que existem estão completamente fora do mercado?
3. Qual a razão da maioria absoluta das músicas de nossos dias serem completamente ou quase, tocadas e compostas por sintetizadores, por computadores?
4. O que leva gravadoras a selecionarem os artistas e músicas que devem investir por meio de algorítimos computacionais, exclusivamente?
5. Porque nos últimos anos, não importa quantos ou quais artistas entrem nos "top 10/30/50", todos tem como produtores os mesmos 5 ou 6 figurões... sempre?


Músicas com batidas semelhantes, eletrônicas e repetitivas tem a tendência de amortecer o senso crítico e nocautear o córtex pré-frontal quando se expões a elas por um longo período e tempo, facilitando assim a assimilação do que as letras alegam, ensinam e estimulam, que bem sabemos, não são nada saudáveis e tem decaído vertiginosamente dia a dia.


Conclusão

Por toda essa gama de fatores, me parece bastante lógico afirmar que, mais do que uma decadência movida pelo aumento fácil de lucratividade, a música tem sido usada como um instrumento crucial para o empobrecimento cultural e mental da população, deixando cada vez mais mansa, conformada, emburrecida e ocupada por questões fúteis e inúteis. Incapazes de reagir a qualquer absurdo cometido contra ela e mesmo se tornando defensora de tais absurdos.

Deixo abaixo um vídeo do canal "Infowars" que faz uma outra análise sobre o assunto. Mas devo alerta-los que apenas prestem atenção nos FATOS e nos DADOS apresentados no vídeo, pois como devem saber, pela fonte, o vídeo está recheado de asneiras e paranoias conservadoristas e ultra nacionalistas americanas daquelas de dar nos nervos.



PS: Que nojo ter que linkar algo desse canal, mas foi o único que encontrei legendado, desculpem.


Snake

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