sexta-feira, 14 de abril de 2017

Estamos mesmo à beira de uma nova Guerra Mundial?


Um ataque com armas químicas na Síria. Uma resposta americana à essa situação; um bombardeio que violou inúmeras convenções e acordos. Agitação global. Previsão de novo teste nuclear da Coréia do Norte. Mais uma resposta americana com o envio de frotas para a região próxima, em clara ameaça. Mais resposta de todos os lados, e mais tropas, agora russas, se dirigindo ao Golfo do México. O mundo todo prende o fôlego frente ao que parece ser uma certa e irreversível marcha para a provável derradeira guerra da nossa civilização.... MAS.... será mesmo?

Trump - Uma verdadeira TRAP.

Desde o início da disputa presidencial nos USA, a simples presença de Donald Trump no páreo, tirou o sono de muita gente, dentro e fora do pais. Sua personalidade, histórico e discurso para lá de polêmicos expuseram, com sua vitória, a face misógina, machista e racista predominantes no povo americano que até então parecia absurda à grande maioria acostumada a imagem preparada e maquiada que se  fazia e ainda se faz daquela nação.


Um dos fatores apontados como responsáveis pela vitória de Trump, a despeito de toda polêmica, era a declarada intenção de "internalizar" os USA de várias maneiras e manter uma política internacional protecionista e quase puramente comercial, ou seja, sem guerras. Sua oponente, Hilary Clinton era o espantalho militarizado, a ameaça à paz mundial, chegando ao ponto de ser apontada por muitos como uma escolha que levaria irremediavelmente o mundo à uma guerra sem precedentes.
Eleições ganhas, poucos meses no poder e Trap/Trump mostra ao mundo que muito mais do que excêntrico, ele é a síntese de tudo de pior que se poderia esperar tanto dele quanto de sua vencida oponente.
Até esse momento já podemos contabilizar a denúncia do envolvimento do Pentágono com o ataque com armas químicas na Síria que comoveram e revoltaram o mundo, a resposta do mesmo governo com um ataque unilateral à Síria e o envio de tropas, também de forma unilateral e arbitrária à costa da Coréia do Norte e para concluir (até agora pelo menos), um ataque totalmente despropositado ao Afeganistão, apenas para demonstrar seu poderio bélico, disparando sua maior e mais poderosa bomba não atômica.



Quem ganha com uma nova guerra mundial?

É sabido que guerras movimentam a economia, acelera o avanço tecnológico e de quebra sempre é acompanhada de uma redução populacional. Consequentemente, guerras são úteis e interessantes a governos e empresas de grande porte a despeito do caos e morte que elas acarretam.
Por outro lado, a lógica envolvida na "fábrica de guerras" global não é a mesma nos dias de hoje, quando o medo da guerra é muito mais lucrativo do que sua execução e sem suas consequências recaindo sobre os ombros dos governantes.
Os USA hoje NECESSITAM de uma guerra de grande porte e que seja catastrófica economicamente. Isso porque sua economia encontra-se irremediavelmente comprometida por uma dívida impagável e inextinguível que passa da cifra dos 3 TRILHÕES de dólares e não para de crescer. Nenhum credor perdoaria tal dívida e uma concordata ou efetiva falência, reduziria o auto intitulado "país mais poderoso do mundo" à cinzas. O único cenário em que seria possível a reestruturação econômica e da dívida americana seria uma falência justificada e terceirizada, com a derrota em uma guerra de proporções globais.
Os USA não apenas precisam de uma nova guerra global, precisam também serem derrotados na mesma, pois uma eventual vitória, por mais economicamente positiva que possa se tornar, não resolveria sua crise interna e externa, crise que nem toda maquiagem midiática consegue mais ocultar.



BRICS e uma nova economia.

O grupo composto por Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e outros aliados curiosamente atingiram ainda a pouco maturidade o bastante para não só se imunizarem da crise criada e sofrida pelos americanos e sua hegemonia econômica, como também as condições de substituírem por completo os americanos no papel atual com seu próprio banco central, sua própria moeda, rateada pelo ouro e não pelo finito e decadente petróleo e uma postura internacional inclusiva e não imperialista. Ainda assim, como seria possível uma transição minimamente não traumática, quando o mundo aprendeu a ser completamente dependente do ouro negro e das notas verdes americanas? Simplesmente não seria possível, o sistema atual PRECISA ruir para justificar sua substituição.


Por essas e outras  que não caberiam nessa postagem, sou levado a crer que uma nova guerra mundial não só seja inevitável como necessária para que haja o surgimento de um novo paradigma global e existem interesses nada humanizados que se farão ser atendidos e não existe nada que se possa fazer para evitar, além do que, dadas as circunstâncias, o medo da guerra já não é tão lucrativo e útil quanto sua efetivação.

Snake

PS: Não linkarei as fontes dos fatos citados na matéria devido ao fato de esse blog não ser jornalístico e também porque se tratam de assuntos e matérias amplamente abordados na internet, bastando uma rápida pesquisa no google para encontra-las.
Por fim, minhas análises são empíricas.


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