sábado, 21 de janeiro de 2017

SOMOS VÍTIMAS, MAS TAMBÉM ALGOZES.

Acredito que esse questionamento deveria ser feito por cada um de nós de tempos em tempos. Ninguém dá muita atenção a esse tipo de abordagem e ela, quando surge, já vem repleta de preconceitos e verdades prontas. Não nos questionamos se somos vítimas das circunstâncias ou inteiramente responsáveis por elas, apenas aderimos a uma posição ou outra, alternadamente, conforme nos parece conveniente.

Perguntas complexas, respostas simplistas.

Como já abordei diversas vezes aqui no blog, temos uma imensa preguiça de pensar, estamos habituados a nunca questionarmos e quando o fazemos, cuidamos para que seja mantida uma singular superficialidade, tanto nas perguntas quanto nas respostas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A INTERNET É NOSSA NOVA TELEVISÃO.


Era uma vez um mundo dominado pelos jornais impressos e pelas rádios, monopólios de informação que induziam os povos ao erro com suas mentiras e sua certeza de serem os únicos canais comuns de informação, se tornando sinônimos da verdade, por mais mentirosa que fosse. 
Nessa época de "nano informação", pessoas comuns viviam para sobreviver e o privilégio de pensar era restrito a poucos, logo, o de se informar sobre algo além do entorno de seus próprios umbigos também.

Eis que então surge a televisão e sua posterior popularização, levando assim a informação a todos, a universalizando e incluindo no pacote do alcance de suas mentiras, os analfabetos e famintos. Sedentos, mas não por informação e sim por entretenimento, algo que até então também era algo restritivo e exclusividade de poucos.
Mas a televisão carregava em si um problema herdado de seus ancestrais impressos, eram uma via de única mão, de onde toda informação vinha, mas onde nada chegava. Se os antecessores impressos e radiofônicos eram especializados em dominar e controlar pequenas elites pensantes, a televisão vinha para mostrar que o mesmo era possível de forma indiscriminada com a classe baixa, as grandes massas, que se mostravam ainda mais facilmente enganadas e manipuladas, pois nunca tiveram por hábito a contestação, o questionamento.
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